• alive dia 2 - Rescaldo Palco Secundário

    12 Haz 2007, 16:06 yazan ninjaslb

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    Fri 8 Jun – Alive Festival


    Inesquecível será o melhor adjectivo para descrever o concerto dos The Go! Team no palco secundário, à mesma hora dos Smashing Pumpkins no palco Optimus.

    Neste segundo dia o arranque do palco secundário foi feito a todo o gás, bem ao contrário do que tinha acontecido 24 horas antes. Os Dapunksportif, banda de Peniche, abriram cheios de garra o programa das festas por volta das 18h. Já com muito público dentro da tenda, o vocalista Paulo Franco dava o mote para que o povo seguisse o rock bem mexido das canções que fazem parte do disco «Ready! Set! Go!», editado há um ano. Convenceram, e aproveitaram muito bem a sua passagem pelo Alive! 07.

    Passagem inaugural pelo palco principal no intuito de ver o rock de ascendência shoegaze dos espanhóis Triangulo de Amor Bizarro. Se o nome da banda foi retirado da lendária canção dos New Order, a verdade é que ouvindo os temas do colectivo, o imaginário deve muito mais aos My Bloody Valentine ou aos Jesus & Mary Chain do que ao projecto (aparentemente agora defunto) de Peter Hook e companhia. A sonoridade - e, como prolongamento, o concerto - não é para todos: quem gosta do estilo consegue descortinar algumas boas variantes do mesmo nos Triangulo, quem nunca gostou também não ficou certamente extasiado com esta actuação. Só para incondicionais.

    Primeiro óptimo concerto no palco Sagres Mini pouco depois, com os Plastica a mostrar que a evolução tem-se feito não só em disco mas também em palco. Centraram atenções na novidade «Kaleidoscope», dando um toque apenas no final ao anterior «Red Light Underground», com o single de então «Bugs and Astronauts». Pelo meio, destaque à participação especial de Luís Simões, dos Blasted Mechanism, que brilhou numa bem esgalhada versão de «Bittersweet Symphony», dos The Verve. Rock facção indie, escola britânica, paragem em território luso para quem melhor o pratica. Óptimo.

    Entre as 20h e as 21h uma dúvida assaltou a mente de muitos festivaleiros: será que as bandas não estariam de palcos trocados? Isto porque enquanto os Balla se arrastavam no palco principal, os Capitão Fantasma saíam do baú para incendiar a tenda ao fundo do recinto. Com disco novo - «Viva Cadáver» - acabado de editar, a banda volta a mostrar a força do seu rock psychobilly, e não só arrasta velhos fãs como agrada aos que não chegaram a viver os bons tempos de concertos em que se ouvia o «Rock das Caveiras». O vocalista Jorge Bruto continua, no mínimo, imparável em palco.

    Às 21h20 deviam actuar os The Dead 60's, mas por problemas com voos a organização acabou por convocar à última da hora os D3O de Coimbra. E não se pode dizer que tenha sido uma passagem feliz por Oeiras. Infelizmente, os D3O foram os mais prejudicados até agora pelo efeito palco principal. O rock do trio até estava a ser bem acolhido, só que aos primeiros acordes dos White Stripes o povo debandou ao ponto da tenda ter ficado apenas com umas poucas de dezenas de pessoas. Nada que tenha atrapalhado o ex-Tédio Boy Toni Fortuna, que apresentou as músicas com a força do costume. No final, ainda incentivaram o pessoal a correr para o palco maior.

    O grande concerto do dia no palco Sagres Mini estava reservado para as 23h, altura em que os The Go! Team arrancam para uma actuação inesquecível. Seis músicos em palco incapazes de permanecerem muito tempo seguido nos seus instrumentos, duas baterias, e uma vocalista espectacular que faz jus ao nome de Ninja. Com um ritmo alucinante desafiam a plateia com canções que tão depressa sorriem à pop refrescante, como a seguir visitam os primeiros anos do hip hop. Estranho, mas totalmente eficaz. Esta malta de Brighton, Inglaterra, já tinha dado nas vistas com o disco de 2004 «Thunder Lightning, Strike», mas ao vivo ultrapassa todas as expectativas. Urge trazê-los de volta mesmo porque as músicas apresentadas do disco que vão editar em Setembro convenceram tudo e todos.

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  • Festival Alive: dia 2: Febre de sábado à noite

    11 Haz 2007, 23:58 yazan gonn1000

  • Alive Dia 3 - Rescaldo Palco Principal

    11 Haz 2007, 15:01 yazan ninjaslb

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    Sexta 8 Jun – Alive Festival

    No último dia do Alive o palco principal foi invadido pelo hip hop, e um parente distante do reggae, mas os seguidores dos géneros não apareceram em grande número. Foi pena, porque só a presença dos Beastie Boys justificava maior adesão.


    Por volta das 23 horas acontece o momento mais esperado do Festival, o mítico DJ Mix Master Mike deu o mote sacando dos pratos de vinil os beats certos até lançar Body Movin` que marcou a entrada em grande estilo de MCA, Mike D, e Adrock. Foi a estreia dos Beastie Boys em Portugal, e com fatiotas a condizer. Os três de fato, gravata e óculos escuros atacaram de rajada «Root Down», «Triple Trouble» e «Sure Shot» em alta voltagem. Tudo se encaminhava para um concerto arrebatador, e inesquecível.

    Mas os rapazes optaram por cortar o ritmo passando a apresentar os temas instrumentais do seu novo disco, o que até se percebia se não houvesse um concerto instrumental marcado para o dia seguinte , e se esta não fosse a estreia absoluta deles perante um público que esperou duas décadas para os ver. Mereciamos um concerto 100 por cento old school, e deixava-se os instrumentais para amanhã. Não foi essa a decisão da banda e então ficámos com uma actuação de altos e baixos. Claro que quando se dedicaram a temas como «Super disco breakin» , «The maestro»,«Skills to pay the bills», «Pass the mic», «Something`s gotta give» e até o básico «Brass monkey», ou «No sleep till` Brooklyn» a plateia reagia com justificada euforia, e as expectativas eram amplamente correspondidas.

    A saída foi apoteótica com «Intergalactic», e o soberbo «Sabotage» a dar um final no auge como era desejo da banda. Foi um bom concerto que podia ter sido fabuloso.

    Entre os fãs de Beastie Boys andaram os elementos dos Da Weasel que deram mais um sólido concerto antes dos nova iorquinos. A banda de Pacman está muito bem oleada ao vivo, atingiu o raro estatudo de consenso entre crítica e público, e passeia os seus êxitos pelos maiores palcos do país sem o menor problema. Em registo best of, com algumas passagens pelo novo disco, lá vão deixando as mensagens importantes como o uso do preservativo, chamam a atenção para o problema do racismo, animam as ninas com temas já clássicos, e são um valor seguro onde quer que actuem. Há dois destaques nesta passagem por Oeiras, a importante dedicatória a Marta Ferreira, manager dos Xutos & Pontapés falecida recentemente, e a chamada ao palco de um «gajo grande», segundo Pacman, Matisyahu. De resto foi irónico ver muitos dos jovens fãs virarem costas ao recinto após a actuação da banda de almada, não tendo interesse em ver uma banda que influenciou fortemente os seus ídolos.

    Matisyahu foi a excepção ao hip hop neste útimo dia. Veio de propósito a Portugal só para actuar neste Festival e arrastou alguns simpatizantes do reggae branco tão em voga entre as gerações mais novas. Não se pode dizer que tenham sido momentos entusiasmantes mesmo para quem gosta de reggae, o israelita tem uma poderosa secção ritmica, e consegue fazer êxitos como «King Without a Crown» de onde descendem os outros temas. Enquanto a sua selecção empatava no Europeu sub 21, o rapper(?) agradava à sua plateia, e isso é que interessa.

    Com muito mais intensidade foi a abertura do dia com Sam The Kid a assinar um bom concerto que envolveu tudo e todos. Em palco uma equipa de respeito, onde além dos habituais companheiros se destacavam dois Cool Hipnoise, João Gomes nas teclas e Francisco Rebelo no baixo. Em grande estilo a rimar, com um diálogo muito própria com o público, Sam teve passagem triunfadora pelo Alive. Chegou a levar para o palco uma fã com quem cantou «19/12/95», e andou cá em baixo bem junto ao povo que de vez em quando partilhava o micro. Aposta ganha.

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  • Alive Dia 1 - Blasted Mechanism, Linkin Park e Pearl Jam

    11 Haz 2007, 03:58 yazan ninjaslb

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    Sexta 8 Jun – Alive Festival

    A primeira noite do Alive! teve como atractivos maiores, no palco principal, três projectos plenamente consolidados em terreno nacional. Do vibrante concerto dos tugas Blasted até a mais um excelente concerto dos Pearl Jam, houve ainda tempo para um eficaz - todavia pouco desafiante - concerto dos Linkin Park.

    Os Blasted Mechanism entraram em palco para, pouco depois, apanharem o pôr-do-sol, fazendo a passagem do dia para a noite. Quem já os viu ao vivo, sabe ao que vai. Quem se estreia nestas lides, depara-se com um alucinante espectáculo que vai muito além da música em si mesma; com efeito, a componente visual do conceito Blasted toma papel essencial na total compreensão de um projecto que assume como poucos - e sem receios - o seu papel único e marcadamente pessoal no panorama musical nacional. O concerto da noite passada arrancou forte («Battle of Tribes» e «I Believe» no arranque) e o maior elogio que se lhe pode fazer é que nunca esfriou. A novidade «Sound in Light» foi, naturalmente, o motor daquele que foi, provavelmente, o primeiro grande concerto do Alive! Oeiras.

    Os Linkin Park regressaram a Lisboa na primeira noite do Alive! Oeiras para apresentar o novo disco «Minutes to Midnight», disco mais ousado que material até então apresentado pela banda. Ao vivo, contudo, boa parte do repertório apresentado visou material de outros tempos, tempos onde o rótulo de nu-metal que lhes era colado não era, de todo, descabido. Das sonoridades mais densas e atmosféricas (e interessantes) de «Minutes to Midnight» pouco se ouviu a noite passada. Tecnicamente, o concerto dos Linkin Park foi certeiro. Destilaram os clássicos de forma intercalada, conseguindo com isso prender de forma regular a atenção dos fãs. Em suma: cumpriram e deram um concerto eficaz e enérgico, mas podiam ter sido mais desafiantes.

    Passavam 40 minutos da meia-noite quando tudo fez sentido num momento de brilhante sintonia. No palco, Eddie Vedder cantava a plenos pulmões «I`m Still Alive» perante o delírio da plateia do... Alive!

    O último concerto do primeiro dia não foi um concerto qualquer, porque as passagens dos Pearl Jam por Portugal nunca são banais. Há uma impressionante química entre a banda e os seus fãs portugueses. Eddie Vedder, cuja figura foi auditivamente elogiada pelas babadas representantes do sexo feminino ao longo de todo o recinto, adora o nosso país, por isso esteve cá desde 4ª feira a surfar com amigos, e quando chega ao palco transmite a emoção de quem se sente em casa, e é bem acolhido. Dedicou canções aos companheiros de prancha, a bebés gémeos que conheceu, fez questão de ler as suas mensagens em português, recordou as passagens por Cascais, e antes de esticar o concerto até ao limite horário possível explicou que tinham de partir porque hoje actuavam em Madrid. Perante os assobios lusos Eddie mostrou que já estava à espera da reacção e disse: «um amigo meu pediu-me para dizer isto - que se f... Madrid!». Foi ver mais de 30 mil a rir aplaudindo freneticamente.

    O arranque de duas horas de concerto foi ao som de «Corduroy», «Do the Evolution» eWorld Wide Suicide». Foi o mote para um desfile de canções que marcam a carreira dos rapazes de Seattle, e fazem parte da vida dos milhares que os recebem sempre de braços abertos. Quando na recta final se cantava o tema de Neil Young, «Rockin' in the free world» antes do tradicional «Yellow Ledbetter» com que costumam encerrar os concertos, todos já pensavam no regresso dos Pearl Jam. Todos mesmo, público e banda.

    Um final apoteótico para o primeiro dia do palco principal do Alive!.

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  • The Smashing Pumpkins, The White Stripes, Dapunksportif and the beer

    10 Haz 2007, 16:21 yazan rickyrosa

    I passed on the 1st day of Fri 8 Jun – Alive Festival. I admit it was the stronger day, by the headliners, but either Linkin Park or Pearl Jam means nothing to me.

    Anyway, from the 2nd day (yesterday), there were four items that took my full attention: dapunksportif, The White Stripes, The Smashing Pumpkins and... The Beer :D (not necessarily by this order)

    About dapunksportif:
    It was the 5th act I saw from this recent portuguese stoner rock band. They're good, they're becoming better. From act to act I could note the evolution. The new stuff sounds pretty well. Powerful!

    About The White Stripes:
    Man, It's amazing how only two persons can fill up all the stage. Meg gives the rhythm, Jack makes the party - guess we can say that, but the truth, the feeling are bigger. The best rock, the best blues. Oh baby, fucking powerful!

    About The Smashing Pumpkins:
    I'm not particularly fan, but albums as Siamese Dream or Mellon Collie and the Infinite Sadness are part of my teenager-hood's soundtrack. And last night, listening to songs as ÇalToday, ÇalZero or Çal1979 (my birth year), it was kind of reliving back in the summer of 95 or 96. Besides that, Billy, Jimmy and the new Smashing (Ginger, the pass player, is hot! ;) presented us a big-great-huge concert. The new stuff, as United States and Tarantula, rocks.

    About the beer: what can we write about it? Fucking nothing. Just drink it. A lot.

    Later today, I'll be back there. It's the hip-hop day, full of crap, but there are another four interesting things: The Vicious Five, Wraygunn and the mighty Beastie Boys! Oh, and the beer. Again. More.